Milhões de brasileiros que têm por objetivo fugir do criticado serviço público do SUS (Sistema Único de Saúde) procuram no setor privado a solução de seus problemas e um pouco mais de tranquilidade. Pesquisas indicam, inclusive, que benefícios como um bom plano de saúde passaram a ser um ponto decisivo no momento de se aceitar ou não uma proposta de emprego, muitas vezes superando a importância do salário. O serviço privado, no entanto, tem se mostrado tão ou mais ineficiente que o público, trazendo uma insatisfação generalizada aos clientes.
Atendimento: o vilão número 1
É a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que levanta os dados dos planos de assistência médica, averiguando a qualidade dos mesmos com base na opinião de seus usuários. Na última pesquisa de abrangência nacional, realizada no ano de 2010, os números mostraram que 70% dos entrevistados que pagam por um plano de saúde privado têm queixas a fazer. O setor está acostumado a encabeçar a lista de reclamações do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa ao Consumidor). A principal reclamação, justamente a mesma citada pelos críticos do SUS, é o atendimento. As prestadoras de serviço são acusadas de descaso com o cliente, incapacidade de reconhecer casos de urgência e demora excessiva para aprovar internações e liberar medicamentos.
Clientes exigentes demais e alto custo dos exames
Responsáveis pelos serviços de assistência médica, sob a palavra da Associação Brasileira de Medicina em Grupo, tentam se justificar dizendo que a boa administração dos serviços é inviável em função da demanda de tempo necessária para resolver processos jurídicos. Segundo eles, os exames são caros demais e os clientes não têm noção da cobertura dos planos contratados, muitas vezes pedindo mais do que aquilo a que têm direito. A quantidade de liminares na Justiça seria a grande culpada da questão, comprometendo a qualidade do serviço.
Foto: carlosseller – Fotolia
Português